Editorial


 

Após um processo negocial, não totalmente conseguido, procedemos, no dia 26 de julho, à assinatura do Auto de Transferência de Competências do Município para a Freguesia.
O processo negocial prolongou-se durante os primeiros meses do ano em curso e, após ter sido votado nas sessões ordinárias das Assembleias de Freguesia e Municipal, promovemos, em sintonia com a Câmara Municipal da Guarda, a sessão pública da assinatura do documento mencionado.
Pormenorizando um pouco o significado e a razão desta sessão, acrescentamos que se enquadra no que está definido no documento legal que titula a transferência de competências do Governo para o poder local e, no âmbito desta, dos municípios para as freguesias e entidades intermunicipais.
Outra grande alteração é a forma como os recursos financeiros passam a “chegar” às Juntas de Freguesia mensalmente e a partir da DGAL, que retém as verbas necessárias para o efeito dos respetivos orçamentos municipais.
Em concreto, na nossa Freguesia, ficou assente que temos a obrigação de proceder ao corte e limpeza da vegetação intrusiva nos logradouros escolares, desde o ensino pré-escolar até às duas escolas secundárias. Ficámos também com a incumbência dos caminhos rurais no que se refere à sua manutenção e conservação – regularização do pavimento e corte de vegetação – e ainda na limpeza urbana nas localidades dos Galegos, Alfarazes, Cabreira, Carapito de São Salvador, Quintãzinha do Mouratão e Monte Barro.
Com este acordo, aquém do que vimos fazendo, ficamos sem qualquer intervenção na área urbana (!!), mas ainda assim tentaremos corresponder.
No global, a Freguesia receberá anualmente um valor de cinquenta e sete mil euros para o desempenho daquelas tarefas.
Durante o mandato autárquico, podem realizar-se alguns ajustamentos em sequência da reflexão que venha a ser realizada em articulação entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia.
































Assembleia de Freguesia



No final do mês de junho concluíram-se por este ano letivo o conjunto de atividades que a freguesia dinamiza nos JI, escolas de 1º CEB e também nos ateliers para  a população sénior.
Após três anos de interregno em razão do tempo "pandémico" regressaram na sua plenitude as atividades e com essas atividades também a vontade de organizar e promover um tempo de encontro e reflexão  sobre o trabalho desenvolvido para procurar  melhorar e alterar o que se vem fazendo.
Nesse sentido, logo no início do mês de julho realizámos um encontro de docentes do 1º CEB que tiveram na sua sala 1º e 2º ano – as psicólogas a desenvolver o projeto “Estou atento, assim aprendo melhor” Este encontro, ao final da tarde reuniu cerca de três dezenas de professores e a intervenção da responsável científica do projeto Tatiana Louro, que apresentou as conclusões do trabalho desenvolvido ao longo do ano.
Depois, já no final do mês de julho, junto ao forno comunitário da Sequeira, juntámos os e as senhoras que integram os ateliers de estimulação cognitiva que juntamente com a responsável técnica do projeto, Maria Santos, que ano após ano tem mantido esta boa atividade para o público sénior.
A acompanhar a merenda contámos com o grupo de cantares “A Mensagem” que tocaram, cantaram e animaram um bom final de tarde, para eles uma palavra de agradecimento. 
Apraz-nos felicitar todas e todos aqueles que valorizam e partilham o seu conhecimento com as crianças e os séniores da Freguesia

































Trabalhos

 

Julho ficou marcado pela forte subida das temperaturas em todo o território. Com essa subida, mais um ano sofremos com o flagelo dos incêndios florestais. Também a nossa freguesia, infelizmente, não foi exceção. Alguns dos trabalhadores da freguesia cooperaram com os bombeiros e populares no combate às chamas que preencheram uma área florestal da freguesia e colocaram algumas habitações em perigo, felizmente sem danos de maior a registar.  

Na zona rural, colaboramos com duas equipas de sapadores florestais, no corte e limpeza da vegetação intrusiva em vários caminhos e aglomerados populacionais. Desobstruíram-se os seguintes caminhos: Rua da Ferrinha, Monte Barro aos Galegos, Brioleja até à Estrada do Barracão, zona das Carreiras Velhas até à Rasa, Cabreira, Rio-Diz, Carapito, Caminho rural da Guarda a Vale de Estrela, Quinta da Birrada até Alfarazes e na Mariavela e ainda Alfarazes até à empresa Gelgurte.

Na zona urbana, e em sintonia com a Câmara Municipal, providenciámos a colocação das últimas placas de toponímia em vários arruamentos da Freguesia.  No Bairro do Pinheiro efetuámos a limpeza no logradouro da EB1 e no Jardim adjacente, no qual, não sendo nossa competência, acabámos por cortar a relva, aparar os arbustos e varrer os detritos nos passeios que circundam a área relvada. Concluímos a intervenção de corte e limpeza em dois terrenos localizados na Urbanização do Ferrinho e na rua Duque de Bragança.  Na Sequeira, ficou praticamente concluída a pequena intervenção que realizámos no conjunto dos edifícios do Forno Comunitário, casa da “recolha do leite” e nas instalações sanitárias. O trabalho de corte, limpeza e remoção de vegetação intrusiva continuou também na Urbanização das Covas, na escola EB 2,3 Carolina Beatriz Ângelo e depois em alguns caminhos nas Covas. Realizamos novamente limpezas em todos os 7 cemitérios da freguesia e também em parte do Bairro de São Domingos, no Centro de Saúde de São Miguel e no largo posterior à sede deliberativa da Freguesia.  A recolha de monos manteve a sua periodicidade habitual.



























Notícias/Eventos


No decurso do mês de julho mais propriamente no dia 18, segunda-feira, ao início da tarde um pirómano “obrigou” a toda uma estrutura a movimentar-se e a combater um incêndio claramente provocado por “causas humanas”
Felizmente, e nestas coisas ressalvemos e lado positivo, houve o engenho, a capacidade humana e os meios necessários para ultrapassar a barbárie do fogo e paralelamente reduzir os impactos negativos de um fogo que atingiu proporções suficientes para fazer recear o pior junto a residências e outros equipamentos.
O combate a um incêndio comporta sempre a dimensão de um combate ainda que desproporcionado, mas onde os bombeiros, os populares, os aviões e os equipamentos, vão conseguindo levar de vencida o fogo que fez arder várias centenas de hectares de mato e árvores com algum porte que sucumbiram à força do fogo.
Ainda arderam algumas casas e alguns armazéns estiveram em perigo, mas conseguiu-se ultrapassar sem danos de maior monta.
Alguns casebres arderam mas os animais foram poupados.
Resultou uma paisagem queimada e mais uma vasta área de terreno inóspito que fará daqui por uns anos ressurgir nova vegetação, que cremos possa ser mais bem gerida pelos proprietários.
Os animais ficaram sem vegetação alguma para a sua alimentação, o que também vai sendo solucionado.
Mas a desolação acontece quando olhamos à nova paisagem e sabendo que a mão humana foi a responsável por mais este jogo. Anima-nos saber que recebeu também uma resposta muito forte de todos quantos se mutuamente auxiliaram no combate rápido e eficaz.
Mas serve esta referência menos positiva do mês para apelar à limpeza dos matos e ao melhor uso e respeito pela regras estabelecidas.
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