Na operação deflagrada pela Polícia Federal, 24 pessoas são presas em seis estados e no Distrito Federal, acusadas de lavagem e desvio de dinheiro, evasão de divisas, entre outros crimes. Um dos presos é o doleiro Alberto Youssef, suspeito de comandar o esquema, que movimentou cerca de R$ 10 bilhões.

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O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa é preso. As investigações revelaram que o carro LandRover dele fora presente do doleiro Alberto Youssef, preso na primeira fase. A prisão de Costa é motivada por evidências de que o ex-diretor tentava destruir as provas que o ligavam ao doleiro Youssef.

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A Polícia Federal apreende documentos na sede da Petrobras no Rio de Janeiro. Ao todo, são executados 16 mandatos de prisão e busca de documentos em São Paulo e no Rio de Janeiro. O objetivo é reunir provar da ligação de Paulo Roberto Costa ao doleiro Alberto Youssef e à empresa Ecoglobal Ambiental, em Macaé. A empresa mantém pelo menos um contrato de R$ 443 milhões com a Petrobras.

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Contas bloqueadas na Suíça que somam U$ 23 milhões são atribuídas a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Costa é preso novamente. A Justiça bloqueia US$ 5 milhões em contas de familiares do Costa. De acordo com a Polícia Federal, Costa teria ajudado empresas de fachada, mantidas pelo doleiro Alberto Youssef, a fechar contratos com a Petrobras, incluindo as obras da Refinaria Abreu e Lima.

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A Polícia Federal prende duas pessoas que gerenciavam contas do doleiro Alberto Youssef no exterior, João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado e Iara Galdino da Silva. O juiz Sergio Moro envia ao Supremo Tribunal Federal documentos que ligariam Youssef ao senador Fernando Collor (PTB-AL).

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Documentos de 12 empresas vinculadas ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa são apreendidos. Dois dias depois, o Ministério Público Federal e Alberto Youssef assinam acordo de delação premiada. Paulo Roberto Costa é solto em outubro e passa a cumprir prisão domiciliar.

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A operação prende o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, apontado na delação de Paulo Roberto Costa (ex-Petrobras) e do doleiro Alberto Youssef como participante do esquema de corrupção na companhia. Outros 22 executivos de grandes empresas, como Camargo Corrêa, Engemix e Queirós Galvão, são presos. A suspeita é que o grupo de empreiteiras formava um cartel de desvio de recursos públicos.

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O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró é preso. Ele estaria transferindo bens para familiares. Cerveró é acusado de ter participação em crimes, como lavagem de dinheiro entre 2006 e 2012, e corrupção contra o sistema financeiro.

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Os alvos são a Diretoria de Serviços da Petrobras e a BR Distribuidora. Mandatos de busca ocorrem em 26 empresas, a maioria delas de fachada. Na empresa Arxo, 500 relógios de luxo são apreendidos. João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, é levado para depor.

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O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque volta a ser preso. O nome desta fase é uma frase que Duque teria dito ao ser detido pela primeira vez. Na casa dele, 131 obras de arte foram apreendidas. O doleiro Adir Assad também é preso na operação.

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Esta etapa mira o desvio de dinheiro de contratos de agências de publicidade. São presos preventivamente os ex-deputados André Vargas, Luiz Argôlo e Pedro Corrêa. Foram presos também Elia Santos da Hora, secretária de Argôlo, Ivan Torres, apontado como laranja de Corrêa, e Ricardo Hoffman, diretor de agência de publicidade.

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O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi preso, depois de ser apontado as delações premiadas como operador do partido no esquema de desvios. Marice Correia de Lima, cunhada de Vaccari, também é presa acusada de participar do esquema de lavagem de dinheiro. Ocorrem as primeiras condenações da Operação Lava-Jato. São oito condenados, entre eles estão Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef.

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A PF deflagra ações de busca e apreensão em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. O empresário Milton Pascowitch é preso, apontado com um dos operadores de propina oriunda de contratos da Petrobras na Diretoria de Serviços da companhia, que era dirigida por Renato Duque. Pascowitch pagou R$ 1,45 milhão à JD Consultoria, do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

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A PF prende os presidentes das duas maiores empreiteiras do país: Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. Nos 59 mandados cumpridos em quatro estados também são presos os executivos Márcio Farias e Rogério Araújo, da Odebrecht, e Elton Negrão e Paulo Dalmaso, da Andrade Gutierrez. As empreiteiras comandavam o cartel de empresas que superfaturavam contratos oriundos da Petrobras. O pagamento de propina a agentes públicos e políticos era feito por meio de contas no exterior.

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O ex-diretor de Internacional da Petrobras Jorge Zelada é preso pelo recebimento de vantagens ilícitas no cargo. Nesta fase, são investigados crimes de corrupção, fraude em licitações, desvio de verbas públicas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

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São cumpridos 30 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri. A operação investiga empresas envolvidas com a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, obras na usina nuclear Angra 3 e pagamentos de propina a funcionários da estatal. Citado na delação premiada de Dalton Avancini (ex-presidente da Camargo Corrêa), o presidente licenciado da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, é preso. A operação também investiga a formação de cartel e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal.

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São presos o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-assessor de Dirceu, Roberto Marques, e o dono da empresa de informática Consist, Pablo Kipersmit. O juiz Sérgio Moro alega que o ex-ministro "teria insistido" em receber propina em contratos da Petrobras mesmo após ter deixado o governo, em 2005. Segundo a Polícia Federal, Dirceu conquistou valores indevidos de forma "oficial", por meio da JD Assessoria e Consultoria Ltda, e "extraoficial" em dinheiro em espécie.

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Investiga contratos no Ministério do Planejamento e o desvio de pelo menos R$ 50 milhões para o pagamento de propina. O ex-vereador do PT Alexandre Romano é preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O Ministério do Planejamento teria contratado sem licitação a empresa de informática Consist para administrar empréstimos consignados de funcionários públicos, por R$ 3,5 milhões por mês. O presidente da empresa, Pablo Kípersmit, também é preso. Parte do dinheiro era desviada por contratos de fachada com uma consultoria, cujo dono era o delator e réu Milton Pascowitch.

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Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, é preso preventivamente em Brasília no apartamento funcional de sua mulher, a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR). Paulo Bernardo é suspeito de participar de uma fraude que desviou cerca de R$ 100 milhões do Ministério do Planejamento entre março de 2005 e janeiro de 2011. A Operação Custo Brasil foi o primeiro desdobramento da Lava Jato em São Paulo. Bernardo foi transferido para a capital paulista no mesmo dia em que foi preso. O esquema no Ministério do Planejamento foi investigado na 18ª fase da Lava Jato, Pixuleco II.

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A fase “Nessun Dorma”, que em português significa "ninguém dorme", cumpre 11 mandados judiciais e prende um dos donos da Engevix, José Antunes Sobrinho, no dia 21 de setembro. Ele é investigado por ter pago R$ 140 milhões de propina da empresa para a Eletronuclear. O executivo responde pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro na mesma ação que envolve o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. A fase revela um novo operador supostamente ligado ao PMDB, João Augusto Rezende Henriques.

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O alvo são ex-funcionários da Petrobras investigados pelo recebimento indevido de valores em contratos relacionados com as refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Pasadena, nos Estados Unidos. Dois envolvidos no esquema têm a prisão temporária decretada.

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É preso o pecuarista José Carlos Bumlai – que tinha acesso ao gabinete de Lula durante os oito anos de mandato do petista. Ele é acusado de envolvimento em fraude no contrato para a operação do navio-sonda Vitória 10.000. A PF também detectou indícios de ilegalidades na contratação do grupo Schahin para a operação da sonda.

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Nesta etapa, os policiais investigam a offshore Murray, criada para ocultar o verdadeiro dono de um triplex construído pela OAS no Guarujá, litoral paulista. A offshore Murray foi criada pelo escritório panamenho Mossak Fonseca. Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária na capital paulista, em Santo André, São Bernardo do Campo (na grande São Paulo) e Joaçaba, em Santa Catarina, além de 15 mandados de busca e apreensão. O imóvel da offshore Murray fica no mesmo prédio onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um triplex reservado pela OAS.

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O publicitário João Santana, responsável pela eleição de seis presidentes, incluindo Lula e Dilma Rousseff. Esta fase da operação investiga a transação de ao menos US$ 7,5 milhões ilícitos ao marqueteiro, depositados pela empreiteira Odebrecht e pelo operador Zwi Skornicki, ligado ao pagamento de propina proveniente do petrolão. Nessa etapa, foram mobilizados 300 agentes da Polícia Federal no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

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A operação chega ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, alvo de um mandado de condução coercitiva - que consiste em levar alguém para algum lugar contra a sua vontade. Além do petista, sua mulher, Marisa Letícia, seus dois filhos, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e os empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna são intimados a depor. Cerca de 200 policiais federais e 30 auditores da Receita Federal cumprem 44 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva. Segundo o MPF, evidências indicam que Lula recebeu dinheiro do petrolão para a reforma de um apartamento triplex e de um sítio em Atibaia, para móveis de luxo para os dois imóveis e para o armazenagem de bens por transportadora. Também são apurados pagamentos feitos por empresas investigadas na Lava Jato, a título de supostas doações e palestras.

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Na primeira fase internacional da Operação Lava Jato, o alvo foi o operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior, preso em Portugal, suspeito de pagar propinas aos ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró, Jorge Zelada e Renato Duque. Schmidt que estava foragido desde o ano passado quando mudou-se para Lisboa a fim de se proteger da força-tarefa da Lava Jato, já que ele possui dupla cidadania portuguesa.

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O foco dessa etapa foi, mais uma vez, o grupo Odebrecht. A Polícia Federal cumpriu ao todo 110 ordens judiciais, em nove Estados brasileiros. Essa etapa é um desdobramento a partir das provas colhidas na Operação Acarajé (23ª fase) e do acordo de delação premiada de uma ex-secretária da Odebrecht. Segundo os investigadores, a empreiteira mantinha um esquema de “contabilidade paralela”, do qual pelo menos 14 executivos do grupo faziam parte, para distribuir propina pelo país.

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A “Carbono 14”, 27ª fase da Operação Lava Jato, decretou a prisão temporária do ex-secretário geral do PT Sílvio Pereira e do dono do Diário do Grande ABC, Ronan Maria Pinto, por um empréstimo no Banco Schahin pago com contrato na Petrobras. Investigadores rastrearam um empréstimo de R$ 12 milhões concedido pelo banco Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai e comprovaram que pelo menos metade do valor tinha sido desviado ao empresário Ronan Maria Pinto e utilizado na compra do jornal Diário do Grande ABC. A PF também investiga Silvio Pereira pelo recebimento de cerca R$ 1 milhão das construtoras OAS e UTC entre 2009 e 2011.

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O foco da 28ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Vitória de Pirro, foi investigar irregularidades na CPI e na CPMI da Petrobras. Foram cumpridos 21 mandados judiciais em Brasília, Taguatinga, Rio de Janeiro e São Paulo, que resultou na prisão preventiva do ex-senador Gim Argello, membro da CPI no Senado e vice-presidente da CPMI. Segundo as investigações, Argello cobrou pelo menos R$ 5 milhões da UTC e R$ 350 mil da OAS para que seus executivos não fossem convocados a depor na CPI da Petrobras.

No Supremo Tribunal Federal, a investigação avançou contra o deputado federal Marco Maia (PT-RS) e o ministro do TCU Vital do Rêgo. Os dois eram, respectivamente, relator e presidente da CPMI da Petrobras em 2014 e são acusados de cobrar “pedágio” para não convocar executivos de empreiteiras a depor.

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Ex-senador é preso por extorquir dinheiro de investigados em CPIs da Petrobras
Batizada de “Repescagem, a 29ª fase da Lava Jato teve como alvo o ex-assessor do PP Cláudio Genu. O nome da fase é uma referência a Genu, que é considerado um elo entre o mensalão e o petrolão. Em 2012, Genu foi condenado pelo STF no processo do mensalão por ter recebido R$ 1,1 milhão de propina. Em 2014, após recurso, foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro e a pena para o crime de corrupção passiva prescreveu. Nesta fase da Lava Jato, a PF também prendeu Lúcio Amorim, que foi sócio de Genu. Segundo investigações da Polícia Federal, Genu era o responsável por intermediar o pagamento de propina dentro da Petrobras e recebia até 5% do valor pago em contratos firmados no setor de Abastecimento da companhia.

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Esta etapa teve como um de seus alvos, mais uma vez, o ex-ministro José Dirceu. Em conjunto com a Receita Federal, a Polícia Federal afirma que Dirceu recebeu subornos de fornecedores de tubos da Petrobras. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os contratos fraudulentos custaram mais de R$ 5 bilhões à estatal e renderam mais de R$ 40 milhões de propina. O nome da fase é uma homenagem ao ex-ministro, já condenado em uma ação penal da Operação Lava Jato enquanto ainda cumpria a sentença do Mensalão. Os procuradores afirmaram que também há indícios da participação neste esquema de propina do ex-diretor de Serviço e Engenharia da estatal Renato Duque, já condenado pela Lava Jato.

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Por que Dirceu virou alvo mais uma vez da Lava Jato
Um dos alvos da Operação Abismo foi o ex-tesoureiro do PT Paulo Adalberto Alves Ferreira, que fora preso em um desdobramento anterior da Lava Jato – a Operação Custo Brasil. Esta fase da Lava Jato investiga crimes de organização criminosa, formação de cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro por meio de contratos da Petrobras. De acordo com o Ministério Público Federal, em 2007, empresas que participaram de três licitações da Petrobras se organizaram em um cartel para fixar preços, evitar a concorrência e maximizar os lucros. Foram expedidas 36 ordens judiciais, sendo uma prisão preventiva, quatro prisões temporárias, 24 mandados de busca e apreensão e sete conduções coercitivas.

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Walter Torre fala em "humilhação" de alvos da Operação Abismo. Ele foi um deles
O principal alvo desta fase da Lava Jato foi Edson Paulo Fanton, representante do FP Bank do Panamá, que, segundo os investigadores, atuava no Brasil sem a autorização do Banco Central com o objetivo de movimentar contas e viabilizar o fluxo de valores de origem duvidosa para o exterior. Foram cumpridas 17 ordens judiciais, sendo sete conduções coercitivas e dez mandados de busca e apreensão, todos nos estado de São Paulo. A Operação Caça-Fantasmas é um desdobramento da fase 22 da Lava Jato, a Operação Triplo X.

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Polícia Federal mira banco clandestino suspeito de esconder dinheiro do petrolão
O alvo da operação foi a empreiteira Queiroz Galvão. Segundo o Ministério Público, os executivos da empresa fraudaram licitações da Petrobras e pagaram propina para escapar das investigações da CPI da Petrobras no Senado em 2009. Foram expedidos 23 mandados de busca e apreensão, seis conduções coercitivas, duas prisões preventivas e uma prisão temporária. A Polícia Federal batizou a operação de Resta Um porque a Queiroz Galvão é a última empresa de grande porte a ser investigada por formação de cartel.

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PF prende executivos da Queiroz Galvão na Operação Resta Um
A operação investiga contratos da Petrobras para a construção de duas plataformas de exploração do petróleo do pré-sal. Foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão, 8 de prisões temporárias e 8 de conduções coercitivas. A sede da petroleira e da construtora naval do empresário Eike Batista foi alvo de busca e apreensão, e o ex-ministro Guido Mantega foi preso temporariamente – o juiz Sergio Moro revogou a prisão no mesmo dia. A Polícia Federal nomeou a operação de Arquivo X em referência ao grupo de empresas fundadas por Eike que têm como marca a letra X nos nomes.

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Moro determina bloqueio das contas bancárias de Mantega e mais sete pessoas
Esta fase teve como alvo a relação entre a Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci, que foi preso na manhã do dia 26 de setembro. Palocci é acusado de receber propina e atuar para conseguir vantagens econômicas para a empreiteira. Segundo os investigadores, o ex-ministro tinha o codinome de “Italiano” em planilhas que foram apreendidas pela operação. O nome Omertà é referência ao voto de silêncio que mafiosos italianos faziam perante autoridades. Ao todo, foram 27 mandados de busca e apreensão, 15 de condução coercitiva e 3 de prisão temporária.

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Investigação mostra que Odebrecht ainda "deve" R$ 71 milhões em propina ao PT
A 36ª fase da Lava Jato investiga a lavagem de R$ 50 milhões por empresas já investigadas. Foram 16 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva no Paraná, no Ceará e em São Paulo. Um dos alvos dos mandados de prisão é o empresário Adir Assad, que já está preso em Curitiba desde agosto. O outro, o advogado Rodrigo Tacla Duran, está fora do país. Segundo a Polícia Federal, o nome da operação é uma referência aos registros de contabilidade de um dos investigados, que chamava de “Operação Dragão” negócios fechados com um grupo criminoso para “disponibilizar recursos ilegais no Brasil a partir de pagamentos realizados no exterior”.

A Operação Descobridor tem como principal alvo o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, suspeito de irregularidades em obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), no Complexo de Manguinhos e na reforma do estádio do Maracanã. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Essa fase ocorreu ao mesmo tempo que a Operação Calicute, um desdobramento da operação Lava Jato que prendeu Cabral preventivamente.

A Operação Blackout tem como principais alvos os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho respectivamente. Ambos são acusados de atuar como operadores do PMDB no esquema de propina da Petrobras. A polícia investiga o pagamento de US$ 40 milhões em propina.
A operação possui o nome de Blackout em contraponto ao sobrenome Luz, dos investigados.

O ex-gerente executivo da Petrobras Roberto Gonçalves é preso preventivamente, acusado de receber benefícios da Odebrecht. Os alvos principais da operação são pessoas físicas e jurídicas ligadas à corretora Advalor Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. A polícia investiga a movimentação de mais de R$ 6 milhões entre os anos de 2010 e 2014, pela corretora. Esses valores teriam ligações com investigados da Lava Jato. A corretora é acusada de ter colaborado com a lavagem de dinheiro de propina.